Vício
- Eduardo Henrique

- 10 de abr. de 2022
- 1 min de leitura
Paro, penso, sinto e observo
Enquanto absorvo
Pelas narinas, sou teu servo
Enquanto outra vez na janela bica o corvo
O quanto eu tentei me aproximar
Para suprir e injetar dentro de mim o seu mel
Sono se foi, resta-me agora lamentar, brilham no céu
Os clichês que abracei ao te subestimar
Eu gostei de você, mas preciso partir
És a minha vilã, meu vício vital
Teu gosto, não consigo ou quero mais sentir
Nem ser esmagado dentro de seu abraço letal
Dentro de mim exploda, meu sol
Energiza-me por completo, uma última vez
Faça correr entre minhas veias, cortisol
Aninhe-se no meu peito hoje, perfeito elixir
Pois só o que fiz certo
Foi deixá-la ir.




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