Inferno ou São Paulo
- Eduardo Henrique

- 2 de abr. de 2024
- 1 min de leitura
No dia em que eu parar de pisar com raiva, de olhar sob os ombros enquanto caminho, de querer caminhar sempre sozinho, de admirar as paredes de pedra antiga e os descorados ladrilhos – no dia em que tornar-me-ei alma pública e em ti quiser me aconchegar, siga os letreiros neon e o rastros dos mortos até a República e me encontre embriagado às calçadas, escutando o inverno queimar.




Comentários