Isto não é um poema e sim a assunção de uma falha
- Eduardo Henrique

- 18 de set. de 2024
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Entre a força da ausência
E a presença tão constante
Dessa imensa insuficiência,
Neste calvário gigante, digo:
Ainda há quem cante.
E, sequestrados de magia
Por aqueles que esperam
E o vil metal não geram,
Cantaremos enquanto rogo:
Basta a esta presença régia.
E, entre esta tristeza surreal
E a presença tão constante
Dessa desigualdade abismal,
Nesta peanha vacilante, diremos:
“A arte é a pedra angular que,
Comigo, carrego goela-abaixo,
Nas entranhas do Capital.”




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