Tudo é o mesmo e Tudo é Tempo
- Eduardo Henrique

- 26 de dez. de 2023
- 1 min de leitura
Ao vir ou ir
À qualquer distância
Nada importa
Tudo é o mesmo
Chorar e sorrir
À qualquer momento
Nada importa
Tudo é o mesmo
Levantar e cair
Em qualquer lugar
Não importa
Tudo é o mesmo
Te beijar e partir
Em sonho ou acordado
Não importa
Tua boca é a mesma
Morrer e parir
Dentro ou fora de ti
Não importa
Teu ventre é o mesmo
Tudo é o mesmo
Sempre igual
Sem ti
O mesmo momento,
O mesmo lamento,
A mesma solidão, sempre
Que me nina e acalento
Sem ti
Sempre igual
Sempre o mesmo
Sofrimento, tristeza
Aniversários e o próprio tempo
Sempre igual
Que passa, e passa e passa...
Por cima de mim, toda vez
Cada vez mais dolorido e lento
Toda vez que penso
Toda vez que lembro
Toda vez que, em memórias
Te abraço e me esquento
De janeiro à dezembro
Do começo ao fim do tempo
Do início do verbo primogênito
Ao som das trombetas, agourento
Palavras que vão, sofrimento que vem
Quem sabe - e quem se importa
Com onde estaremos ano que vem?




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