Fragmentos de Identidade
- Eduardo Henrique

- 11 de jul. de 2023
- 1 min de leitura
Atualizado: 12 de jul. de 2023
Eu tenho um telefone
Cheio de mensagens
Uma cabeça cheia
De miragens, de fome
Dois pais sem nome
Dois bebês, duas bagagens
Um orfanato, uma cadeia
Sem esperança, sem viagens
Um vazio eterno no abdome
Rafael, Raul, João, Tomé
Tanto faz, nomes, identidades
A vida é um emaranhado, uma teia
Nela preso, observo as paisagens
Projetadas pela minha mente autóctone
Ando, observo os tubos de clonagem
Os tornos mecânicos, as esteiras de montagem
Os homens de cinza que vem, fazendo sua checagem
O que ganhei ao fugir daqui? Qual foi a vantagem?
Se só o que descobri quando fui embora daquela hospedagem
Foi o quão é triste andar na chuva com o rosto cheio de maquiagem.




Comentários