Raízes
- Eduardo Henrique

- 4 de abr. de 2022
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Atualizado: 5 de abr. de 2022
Toda floresta o céu chuvoso exaltando,
com tuas folhas balançando, um vento mortal
que um raio trouxe tudo queimando
colocando em cheque todo ciclo vital
De toda sorte nada lastimando
cantarolaram os animais a própria sina fatal
ao seu redor árvores caindo, desenraizando
numa apoteose catastrófica, bela e brutal
Todo o prado que restou agora clamando
para que aquela luz fosse colocada em pedestal
e que tudo ali continuasse dizimando
para que pudessem descansar por vez, final
Setas de luz continuam caindo
em volta do cenário de desolação total
através de sangue sua promessa cumprindo
transformando todas as ossadas ali em cristal
Tanto rezaram e esperaram pelo fim tão lindo
e amaram o que fizeram de forma proposital
que o universo todo agiu com gosto deferindo
transformando todas almas ali, deixando-as, imortal.




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