Embriague(Z)
- Eduardo Henrique

- 17 de jul. de 2023
- 1 min de leitura
Nós, cabeça embriagada
No coração poças d’água
Você nua, pele crua
Minha cabeça esburacada
Sem asfalto, como uma rua
A minha ou a tua
Calçada gelada na noite virada
Doce amargo em nossa língua
Léxica, métrica, poética, ambígua
Amargando-se com a tragada
Nos meus pulmões, contígua
Sem que seu perfume obstrua
Mesmo fugindo da gola folgada
Do mármore que te fiz estátua
E das gotas que do céu deságuam
Te vi: Sentimento, ideia fisgada
Minh’alma: Toda sua
Um carpinteiro e sua tábua.




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