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Carinho

  • Foto do escritor: Eduardo Henrique
    Eduardo Henrique
  • 6 de abr. de 2022
  • 1 min de leitura

Um dia esperando sozinho

vendo as pessoas andando

senti na rua teu cheirinho

no meu nariz se apressando


E, ah, aquele cheiro de carinho

que hoje vivo bobo ansiando

mudou de vez meu caminho

e de mim foi se apossando


Madrugada agora processando

sem pressa alguma, devagarinho

vou sua memória abraçando

e meu peito se faz quentinho


O peito bate e bate, vai pulsando

saudoso e só no escurinho

de toda tristeza se recusando

pensando em quanto queria

teu beijinho.


 
 
 

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Zona Autônoma Temporária, Escrita Surrealista

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