Lua
- Eduardo Henrique

- 11 de jan. de 2024
- 1 min de leitura
Na rua, meio dia
Ou meia-noite
Sem saber o que faria
Para cessar o açoite
Sem saber o que diria
Fingindo que me perdia
Enquanto o pigarro e saliva
Seco, tossia e engolia
Sob mim, num reflexo
Molhada, deitava-se a lua
Ansiando amor, ansiando sexo
Cinza, crua e nua
Mas claro, jamais eu poderia
Nunca, em nenhuma circustância
Consumar o encontro conseguiria
Se o fizesse, o que, depois, diria?
Pras sereias da noite
Que, tão longe do mar
Passaram a me ensinar
Que a vida é não sonhar.




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