Versos Livres e Egoístas
- Eduardo Henrique

- 26 de jul. de 2022
- 1 min de leitura
Eu não sei de nada
Só sei que não te quero
Que dormindo não te lembro
E que acordando te respiro
Depois de, em sonho, ter deixado
Toda noite, sua lembrança
Sempiterna, sempre terna
Eu não sei de nada...
Só sei que, vez em vez
Quando em quando,
Bate a angústia e a vontade
De te precisar, comigo triste
Ou longe feliz, talvez - quem sabe?
Não mais me importa altruísmo
Que seja, serei, por você
Por mim, sempre um egoísta
Pois, no fim - quando não sei mais
De nada, quando já deixei tudo
Minhas mãos vão assim, soltas
Balançando conforme o vento
Que nelas bate e minha alma gela
E vai me lembrando da tristeza
E o peso que é saber de algo.




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