Raiva
- Eduardo Henrique

- 15 de abr. de 2022
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Dentro do peito morno ainda viva
Minh’alma reclama todo sangue do mundo
A chama clama e galga toda raiva
Reduzindo-me à este amontoado imundo
O perdão desde sempre a tentativa
Não me parece solução para um dilema tão profundo
Perdoar-te-ei se um dia novamente nos encontrarmos em meio à deriva
A ti relutante estenderei a mão enquanto eu mesmo afundo
Dentro d'água te olhando em desespero
Cada vez sua ação menos espero
Cada vez menos preciso, cada vez menos te quero
Com um sorriso no rosto rogando aos deuses enfim
Que tirem do meu peito essa raiva por mim
Para que eu possa morrer em paz por fim.




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