Melancolia Azul
- Eduardo Henrique

- 15 de abr. de 2022
- 1 min de leitura
Inspiração que seja, minha tristeza
Tão docemente de ti zelei com cautela
Pois parte inseparável é de minha natureza
Qual torna essa insuportável vida tão bela
Musa, no meu peito fez tua morada secreta
Onde erroneamente montei guarda como se fosse cela
De um lado pro outro observando-te discreta
Enquanto de mim rias vivendo minha própria novela
Teu azul no meu peito rasurei uma tela
Onde pelos meus olhos a tinta outrora escorreu
E seus dedos limparam-na sob sua tutela
Como o fogo não vive sem sua vela
Nem o verso sem o poeta
Eu não posso viver sem ela.




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