In Coemeterio Ebrius Est
- Eduardo Henrique

- 10 de abr. de 2022
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Ébrios já antes que se apagassem as luzes
contando histórias de vidas tão estranhas,
ali pontuamos momentos outrora tão felizes
em meios aos mortos e as lápides mesquinhas
Seguindo caminho algum ou tampouco diretrizes
guiamo-nos pelo sol refletido nas teias das aranhas
debatendo sobre a morte, a vida e nossos algozes
sorvendo pela garganta o doce suco de roxas vinhas
Em meio a morte qual conversei duas ou três vezes
mas desde a primeira compreendi suas artimanhas
consertei minha vida sob a égide de falecidos juízes
Então ali com os cadáveres antigos fizemos as pazes
bem no meio do cemitério e suas soturnas entranhas
depositando, enfim, sobre os túmulos nossas próprias cruzes.




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