Abutres
- Eduardo Henrique

- 9 de abr. de 2022
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A carcaça dos sonhos, tremendo
ao som de berros guturais, ressoando
estirada no chão sob o sol, ardendo
com abutres famintos d’outrora, chegando
Toda tristeza e a culpa, remoendo
pelo suave descanso da morte, ansiando
todo um labirinto de mentiras, desfazendo
e o calor do abraço saudoso da vida, abandonando
Pedaço por pedaço os abutres vão, comendo
com sua fome que me causa dor, ritmando
através dos meus pecados eles vão, disciplinando
As próprias escolhas que fiz me deixaram, gemendo
dos bicos das aves a resolução vem, solucionando
e seus desejos mais cruéis com minha extinção, atendo.




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